CASE

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CASE

Sabe-se que o termo CASE surgiu na década de 80, com a empresa de software Nastec Corporation de Southfield, com seu editor gráfico e de texto integrado original GraphiText, que foi o primeiro sistema baseado em microcomputador a usar hiperlinks para fazer referência cruzada a seqüências de texto em documentos.

As ferramentas CASE, Computer-Aided Software Engineering, são um conjunto de ferramentas e técnicas que fornecem apoio automatizado no desenvolvimento das atividades da engenharia de software, podendo ser utilizado desde a análise de requisitos, desenvolvimento até a implementação e os testes. A maioria dessas ferramentas especializa-se em uma tarefa especifica do processo de desenvolvimento de software, como a disponibilidade de funcionalidades ou a implementação.

Para simplificar, podemos dizer quer as ferramentas CASE auxiliam os engenheiros de software e os profissionais de processamento de dados a especificar e projetar o software. (FISHER, 1990).

Tem por objetivo a melhoria da qualidade do software, diminuir o esforço e complexidade no projeto para os engenheiros de softwares e aumentar a produtividade.

Categorias

  • Upper-CASE: Ferramentas para apoiar as atividades iniciais de processo de requisitos e de projeto;
  • Lower-CASE; Ferramentas para apoiar as atividades finais tais como

programação, debugging e teste.

  • I-CASES: Classifica simultaneamente upper-CASE e lower-CASE, cobrindo todo o ciclo de vida do software;

Essas ferramentas também podem ser categorizadas a partir do serviço que oferecem, elas podem ser:

  • Modelagem de dados: ajudam na modelagem de fluxo de informações.
  • Especificação de projeto e Análise: ajudam a reunir os requisitos e verificar automaticamente qualquer inconsistência ou imprecisão nos diagramas, redundância de dados ou omissões erradas.
  • Design: ajudam a projetar a estrutura de blocos do software, que pode ser dividida em módulos menores usando técnicas de refinamento.
  • Formação de protótipo de interface com o usuário: abre um canal de comunicação entre usuário final e projetista.
  • Geração de código fonte: capacidade de gerar automaticamente um compilável a partir das especificações do projeto.
  • Documentação: geram documentos para usuários técnicos e usuários finais.
  • Gerenciamento de projetos: são usadas para o planejamento de projetos, estimativa de custos e esforços, programação do projeto e planejamento de recursos.

Vantagens

  • Uniformização do processo de desenvolvimento e das atividades realizadas;
  • Aumento da produtividade, devido a reutilização de vários artefatos;
  • Automação de atividades, com destaque na geração de códigos e de documentação;
  • Diminuição do tempo de desenvolvimento recorrente da geração automática de diversos artefatos;
  • Integração de artefatos produzidos em diferentes fases do ciclo de desenvolvimento do software;
  • Demonstração da consistência entre os diversos modelos e possibilidade de verificar a correção do software;
  • Qualidade do produto final superior.

Desvantagens

  • Incompatibilidade de ferramentas;
  • Elevado custo da ferramenta e do treino para sua utilização;
  • Elevada curva de aprendizagem;
  • Limitações na flexibilidade da documentação.

Exemplos

Star UML (STAR UML, 2010) é uma ferramenta CASE de código aberto (opensource) e está sob a licença GPL (General Public License). Ela dá suporte à modelagem de sistemas utilizando os diagramas da UML2 e também à MDA, com definições de transformações para algumas plataformas específicas. É permitida também a importação/exportação de modelos utilizando o formato XMI.

Arquivo:StarUML.png

Visual Paradigm for UML (VISUAL PARADIGM, 2010) é uma ferramenta CASE com várias opções de modelagem com os diagramas da UML2 e que também oferece suporte a diagramas de requisitos SysML e a diagramas ER. A ferramenta possui um bom ambiente de trabalho, o que facilita a visualização e manipulação do projeto de modelagem. É uma ferramenta comercial e também oferece suporte a transformações específicas para códigos-fonte de algumas linguagens de programação como, por exemplo, C++ e Java.

A ferramenta CASE Papyrus UML2 Modeler (PAPYRUS UML, 2010) é uma ferramenta de código aberto (opensource). Ela é baseada no ambiente Eclipse, e está sob a licença EPL (Eclipse Public License). Entre outros recursos interessantes para modelagem de sistemas utilizando o padrão UML2, a ferramenta dá suporte à criação de perfis UML, que é o nosso objetivo. O perfil é criado selecionando-se os estereótipos a serem utilizados e as metaclasses que serão estendidas por esses estereótipos. Na Figura abaixo é possível notar parte dos estereótipos do GeoProfile sendo especificados na ferramenta.

O DBdesigner combina uma simples interface com um compreensivo conjunto de opções que lhe permitem desenhar, modelar, construir e também manter a sua base de dados MySQL. Esta aplicação está especialmente desenhada e otimizada para MYSQL, portanto todas as características especiais deste grande gestor de base de dados foram atendidas na Dbdesigner4.

Arquivo:DbdesignerUML.png

Referências

http://www.dpi.ufv.br/projetos/geoprofile/ferramentas_case.html

https://www.polarsys.org/Papyrus-IC

https://sourceforge.net/projects/staruml/

https://www.visual-paradigm.com/

https://dbdesigner.br.uptodown.com/windows

http://www.umsl.edu/~sauterv/analysis/F08papers/View.html

https://pt.slideshare.net/DanielPaulodeAssis/ferramentas-case-28812181

https://slideplayer.com.br/slide/282801/

https://www.tutorialspoint.com/software_engineering/case_tools_overview.htm