Fundamentação
- Sofisticação Financeira do CEO e Investimentos em P&D: evidências das empresas listadas na B3
- Effects of transformational leadership on innovation: a systematic literature review
Rascunho Processo
[SMT] Seleção dos melhores talentos
- Processos TH
- Maratonas de programação [FAN]
- Hackathons
- Iniciação Científica [FAN]
[FAN] Formação de alto nível
- J.A.C.I. [MFT]
- CS50 (Harvard) [MFT]
- PBL (Problem Based Learning) [MFT]
- UberHub CodeClub [SMT]
[MFT] Métodos, Ferramentas e Técnicas
- GitHub [BRI]
- Job Rotation
- eXtreme Programming
- Integração Contínua
- Trello
- Scrum
[RTD] Roadmap tecnologias disruptivas
- PDTIC
- Gartner
[IES] Interação no ecossistema
- Parcerias
- Aproximação com pesquisadores
- Conselho Técnico-Científico
- Acordos com IES
[EAN] Entregas alinhadas ao negócio
- Squads
- VMOs
- Painel de banners [BRI]
[BRI] Bird como Referência em inovação
- Eventos
- Wiki
- Publicações
- One Drive
- Patentes
Etapas estratégicas
- 1. Objetivos Estratégicos de Inovação
- Tornar o Brain referência em inovação tecnológica por meio do BIRD e dos parceiros internos e externos de forma a posicionar a empresa como Instituto transformador de novas tecnologias, novos serviços e profissionais de alto desempenho.
- 2. Funções de P&D
- Desenvolver casos de uso que contemplem as expectativas dos clientes
- Buscar soluções disruptivas atreladas ao estado da arte
- Validar novas tecnologias por meio de PoCs e protótipos
- Formar profissionais que consigam colaborar nos grandes desafios da empresa.
- 3. Estrutura
- Equipe de pesquisadores com formação em desenvolvimento nas áreas de Engenharia, Computação, Análise de Sistemas e Matemática
- Pessoas com dedicação de 30 horas semanais e contrato com limite de 2 anos
- Núcleo de P&D com interação direta com especialistas da Algar Telecom e parceiros nos casos de uso como empresas consagradas, startups e IES
- Atendimento ao roadmap de evolução tecnológica do programa de Transformação Digital da Algar Telecom
- 4. Pessoas
- Engenheiro de Computação: 02
- BD, React, JS, Python, Arduino, Unity
- Cientista de Computação: 03
- BD, Java, Tester, Java, Python
- Engenharia Biomédica: 01
- Analista de Sistemas: 02
- React, Node, JS, MongoDB, Node, Python, Java, Git
- Engenheiro Aeronáutica: 01
- Engenharia de Automação e Controle: 01
- Python, MySQL, Linux
- Engenharia Mecânica: 02
- Engenheiro de Computação: 02
5. Processos Idealmente, você irá definir processos com as pessoas já contratadas (e se elas tiverem feito um curso de Gestão do Processo de P&D na Tacta Food School, tanto melhor!). Ao invés de definir um fluxograma cheio de caixinhas, com um passo-a-passo sobre como desenvolver um produto (coisas herdadas de Qualidade, mas que não fazem muito sentido em P&D), você pode começar definindo os contornos.
Comece definindo um briefing e depois faça o seu mapa de entregas de projetos. Crie um formulário único de registros numa planilha eletrônica e jogue fora todos os cadernos de bordas amareladas da empresa. Mantenha os projetos organizados numa única lista mestra.
Por fim, se você insistir mesmo, desenhe o tal fluxograma. Mas já esteja aqui avisado e avisada que ele ficará bonito na parede ou no papel, porém pouco será útil na prática.
Falei ali no início: o setor de P&D lida com a incerteza e fluxos descontínuos. Para aprofundar esta questão, vale muito a pena ver este TED sobre a liderança da inovação.
6. Interfaces com as áreas É claro que P&D não ficará numa sala isolada, escondido do mundo, sem interação com ninguém – nem mesmo o Professor Pardal, que parece tirar as coisas mais mirabolantes da garagem, ficava isolado. Planejar as interfaces do processo de P&D com os demais setores pode ajudar a aliviar conflitos futuro, e com certeza azeita a máquina de lançamento de produtos da empresa.
Tipicamente, P&D faz interface com:
Qualidade: homologação de fornecedores e matérias-primas, validação de processos, segurança de alimentos, treinamento de novos produtos.
Produção: testes industriais, start-up de linhas de produção, treinamento de novos produtos.
Marketing: geração de ideias, aprovação de desenvolvimento, criação de material técnico.
Vale cada centavo dedicado a planejar como estas interfaces se darão na sua empresa, uma vez que, se deixado para ordenação natural, a entropia se estabelece para gerar o caos: a posição de menor energia será, sem dúvida, também a de menor eficiência e inovação.
A interface que mais traz dúvidas fica entre Qualidade e P&D. Uma sugestão minha de como definir esta interface você encontra aqui. A interface entre P&D e Marketing você encontra aqui.
7. Indicadores Dos objetivos estratégicos, combinados com os processos, surgirão os indicadores de P&D, que poderão lhe ajudar a ter uma visão macro a respeito do andar da carruagem.
Contudo, porém, todavia, não obstante: cautela na seleção de indicadores e metas associadas, principalmente no início das operações de P&D. É melhor acompanhar o setor de perto durante seus primeiros 12 meses de operação para entender como o fluxo se dá por ali para então fazer gestão por indicadores.
É muito fácil termos excelentes indicadores com gestão ruim. Também é fácil termos uma excelente gestão de P&D que não deriva em bons indicadores – tudo porque a incerteza inerente ao desenvolvimento de produtos não se dá bem com indicadores.
Melhor aguardar a estabilização do processo para então definir metas (se realmente você achar necessário). Leia este artigo a respeito de indicadores de P&D e seus impactos sobre a capacidade inovadora da empresa.
Estes são os 7 primeiros passos para estruturar a sua área de P&D. Depois de estruturada, vem mais: a gestão de projetos de P&D requer visão estratégica, capacidade de liderança e de gerenciamento da rotina. É preciso manter em mente que a Gestão de P&D é um trabalho em si, e que o processo de Pesquisa e Desenvolvimento é do tipo criativo (e não convencional).
Agora é com você: chegou a hora de colocar este planejamento em prática e estruturar a sua área de P&D!