BTS
É o elemento de rede GSM responsável pela comunicação entre a unidade móvel (MB - Mobile Station) e o núcleo da rede (SS – Switching System). Sendo assim, as BTSs, também conhecidas como estação rádio base (ERB), juntamente com as BSC (Base Station Controller), constituem a rede de acesso ou BSS (Base Station System), podendo localizar-se em uma única célula (omnidirecional: cobertura de 360° a partir do ponto de propagação) ou em três células (setorizada: cobertura concentrada em um setor de 60°, ou seja, a área é dividida em 3 setores). Logo, é possível encontrar, em uma mesma célula, mais de uma BTS.
Um local onde o tráfego gerado é grande (como em eventos nos quais há grande concentração de pessoas e as mesmas realizam um elevado número de chamadas) são necessárias mais BTSs que em locais onde o tráfego é reduzido (menor número de chamadas), ou seja, o número de BTSs está
relacionado ao tráfego produzido na área de cobertura.
Tranceiver é a composição de transmissor e receptor, nome bastante adequado para esse elemento de rede (BTS), uma vez que sua função é receber, processar, tratar e transmitir sinais. Mais especificamente, a BTS trata o sinal recebido, realiza o processamento de sinais digitais, monitora e informa à BSC a qualidade dos enlaces recebidos.
Além de rádios receptores e transmissores e processadores de sinal, equipamentos de controle, antenas e freeder cables compõem a BTS. Esta também pode ser constituída por amplificadores, duplexadores, repetidores e Leavy Cable (cabo vasado).
O amplificador promove um aumento de qualidade do enlace, os duplexadores possibilitam que uma mesma antena seja utilizada na transmissão e recepção de sinais. Já o cabo vasado e os repetidores, são empregados com o intuito de uniformizar e aumentar a cobertura, respectivamente.
A BTS emite de sinais multiplexados, criptografados, codificados e modulados, a fim de aumentar a segurança na transmissão de informações (sinais).
MULTIPLEXAÇÃO: é a transmissão de comunicações diferentes através de um único canal físico, nesse caso, a antena ou estação rádio base representa esse canal físico. Para isso, faz-se a multiplexação por dois tipos de divisão: divisão por freqüência (FDM) – espectro de freqüência é dividido em várias faixas, sendo uma faixa para cada transmissão, e por tempo (TDM) – tempo de transmissão de um canal é dividido em várias frações de tempo, cada fração representa uma transmissão no decorrer do tempo.
CRIPTOGRAFIA: utilizada para dificultar a captação de sinais no ar. Esse recurso emprega algoritmos e faz com que apenas pessoas autorizadas tenham acesso ao sinal.
CODIFICAÇÃO: utilizada com o objetivo de proteger a informação a ser transmitida.
MODULAÇÃO: conversão de sinal digital para sinal analógico, realizando também a codificação e decodificação, se necessário. Existem três tipos de modulação: Modulação por amplitude (AM) – varia o tamanho da onda; Modulação for freqüência (FM) – varia a quantidade de ciclos por unidade de tempo; Modulação por fase (PM) – varia o sentido e o sinal da onda.
O Controle da BTS é especificamente feito pela Motorola Advanced Wide-band Interface (MAWI), com o SPAN, A interface física entre a central CBSC e a 614 é uma linha de 2,048 Mbps (CCITT G.703) com impedância de 120 ohms balanceado. O SPAN carrega tanto tráfego de assinantes quanto sinalização entre CBSC e BTS. A sinalização usa o protocolo SCAP sobre LAPD. Cada link LAPD usa um time-slot, o time-slot 1. O SCAP é, Security Content Automation Protocol (“Protocolo de Automação de Segurança de Conteúdos”), uma linha de padrões gerenciados pelo NIST. Ele foi criado para prover um approach padronizado para a manutenção da segurança de sistemas empresarias, como verificação automática da presença de patches, checagem de configurações do sistema relacionadas à segurança, e exame do sistema à procura de sinais de invasão.