Evolução na profissão
O entrevistado Ícaro Gregório iniciou sua carreira como técnico em automação industrial. Após se formar em engenharia elétrica, tornou-se profissional em automação e processos. Atualmente, a nova geração da indústria, a Indústria 4.0, começou a trabalhar com Sistemas Embarcados para extrair dados úteis e de interesse. Gregório hoje desenvolve micro-controladores para a Tecvolt, empresa na qual trabalha.
Descrição da atividade atual
Atualmente a industria de Sistemas Embarcados foca em comunicar estes com sistemas industriais. Isso ocorre através da tradução de linguagem de máquina, para algo entendivel, para que assim possa ser guardado na Nuvem, ou em Bancos de Dados. Após isso, estes dados podem ser vistos e devidamente processados por outras tecnologias, para a realização de diversas atividades.
No cotidiano, é utilizado plataformas, que rodam num sistema operacional Linux, dentro de um Sistema Embarcado. Percebe-se então uma mudança do antigo modelo, onde atualmente os embarcados desenvolvidos podem ter vários propósitos, possuem um poder de computação consideravelmente maior, e, possuem a possibilidade de serem reconfigurados via software para realizar outras funções. Estas, compõem a chamada IIOT, Internet das Coisas Industriais, em inglês.
Requisitos mínimos para exercer a profissão
Para exercer a profissão é necessário conhecimento em várias áreas. Para programação, um bom entendimento de linguagem Ladder é ideal, junto a conhecimento de algoritmos gerais. Ela é bastente utilizada para programação de baixo nível, que configura circuitos eletrônicos e integra diferentes dispositivos. Além dessa, o OPC, tecnologia de processamento entre diferentes dispositivos.
Conhecimento em Linux é praticamente obrigatório. Apesar do uso do Windows por parte da industria, aquele é utilizado em Embarcados, seja pela facilidade de customização e programção nele, seja pelo custo zero, tratando-se de um sistema de codigo aberto e gratuito.
Ferramentas usadas no dia-a-dia
Atualmente, as ferramentas mais utilizadas são aquelas já previamente adotadas pela Indústria. Entre elas destacam-se o Rockwell e TIA Portal. Elas são utilizadas para programação de CLP, um Controlador Lógico Programavel. Através disso, é possível controlar motores elétricos, além de interferir diretamente em máquinas como, por exemplo, abrindo e fechando válvulas, detectando e medindo correntes elétricas, entre outras variáveis industriais.
Para os Sistemas Embrcados propiamente ditos, uma tecnologia bastante utilizada é node-red, plataforma que utiliza javascript para programação de Sistemas complexos. Além dela, bancos de dados como MySql, MongoDb e InfluxDb estão em destaque.
Tecnologias envolvidas
Entre as tecnologias envolvidas, algumas já citadas envolvem programação web, principalmente back-end. Bancos de Dados é bastante utilizado, principalmente para armazenar informações uteis e manter histórico de equipamentos. Conhecimento tanto de servidores, quanto de circuitos eletrônicos de baixo nível, é indispensavel para satisfazer as necessidades da chamada Indústria 4.0.
Ética profissional
Na industria de Sistemas Embarcados, muitas aplicações são voltadas para o meio Industrial. Por isso, elas envolvem vários segredos comerciais de diversas empresas, logo, poucas podem ser abertas para o público geral, menos ainda terem seu código disponibilizado. O palestrante Icaro exemplificou isso com uma situação que ocorreu com ele. Um de seus clientes, que havia feito um pedido em particular, pediu que pudesse acessar informações do sistema integrado que o entrevistado havia desenvolvido. Apesar da insistência, o pedido foi recusado. Se o desejo do cliente fosse atendido, ele poderia ter potencial acesso à forma de como máquinas pesadas de outras empresas funcionam. Além disso, possíveis falhas de segurança poderiam dar acesso a dados que deveriam permanecer fora do alcance.
Exemplo de resultado tangível
Em respeito tanto à ética profissional, quanto a pedidos da Tecvolt, empresa que Ícaro trabalha, não foi possível mostrar em vídeo, nem entrar em muitos detalhes sobre projetos tangíveis. Entre eles, inclui uma plataforma online, em que os equipamentos desenvolvidos captam informações industriais, como corrente elétrica, pressão, possíveis falhas, armazenam estes num banco de dados. Um servidor web acessa esse banco, processa as informações, e exibe-as ,num formato intuitivo, para o usúario. Isso é bastatne útil, prinicipalmente para o gerenciamento remoto de Industrias e outras que possuem mais de uma fábrica. Para o desenvolvimento dessa plataforma, o Node-RED foi utilizado.
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