Conceito


  • O que é?
    • Internet das Coisas ou Internet of Things (IoT), refere-se a uma revolução tecnológica em um cenário centrado nos objetos interconectados. É o uso de sensores, atuadores e tecnologia de comunicação de dados montados em objetos físicos, de roupas a marca-passo, que permitem que os objetos sejam monitorados, coordenados ou controlados através de uma rede de dados ou da Internet.
  • Motivação
    • “Essa rede de objetos inteligentes abre caminho para uma nova leva de produtos e serviços com enorme potencial para modificar mercados e economias. As aplicações são tão amplas e diversas quanto seu poder disruptivo: implantes para monitoramento cardíaco, transponders para animais em fazendas, controles de estoque e de produção via RFID, automóveis com sensores incorporados, automação residencial, segurança e outros. Não somente inteligentes, os objetos também podem ser autônomos, agindo de acordo com contextos e semânticas específicas.” (MJV Technology & Innovation, 2015, Internet das coisas).
  • Característica marcante
    • Um dos elementos mais marcantes no IoT é o aumento no volume de informações que circulam pela internet, e que comunica máquinas com máquinas. Este último próximo do conceito de “M2M” (Machine to Machine), trazendo um cenário aonde há objetos capazes de “encapsular” conhecimento e transmitir dados para outros objetos sem intervenção humana, desencadeando também ações automáticas.



Barreiras da IoT


Mercado


  • Muitos países não possuem condições necessárias para darem suporte rápido à IoT, principalmente à IIoT (Internet das Coisas Industrial). Por exemplo, Espanha, Itália, Brasil, Rússia e Índia possuem infraestrutura limitada, habilidades ou bases institucionais necessárias para apoiar a adoção generalizada dessas novas tecnologias. Além do mais, há a falta de compromisso com a IIoT ocorre em grande parte, à dificuldade de aplicá-la para obter novos fluxos de receita, “que culminaria no pleno potencial econômico da IIoT” (Paul Daugherty, CTO da Accenture). Muitas empresas acreditam que seriam prejudicadas nesse contexto e procuram se concentrar, com a IIoT, apenas no ganho de eficiência, redução de despesas e aumento da produtividade do funcionário.
  • “A IoT, em relação ao Brasil, deve acrescentar US$ 352 bilhões à economia até 2022, de acordo com a CISCO” (2015).


Segurança


  • O aumento excessivo da circulação de informações pessoais e de empresas propicia o surgimento de novos riscos de segurança e tipos de ataques. Para a empresa TechMag – DSI (Data, Security & Information) as empresas devem abordar três aspectos para implantarem métodos de segurança eficazes:
    • Visibilidade: é preciso ver em tempo real as imagens de ameaças, aplicações, dispositivos e dados (incluindo as relações entre eles) para dar inteligência ao processo. Isso requer controles dinâmicos que promovam automação e análise que permitam decisões informadas.
    • Consciência da ameaça: aprimoramento da capacidade para identificar ameaças (baseados no entendimento do comportamento normal e anormal), mapeamento dos indicadores de compromisso, tomada de decisões e resposta rápida. Isto exige superar a complexidade e a fragmentação dos ambientes.
    • Ação: quando uma ameaça ou um comportamento anormal são identificados é necessário agir. Isso requer pessoas, processos e tecnologias trabalhando em conjunto.


Aplicações


  • A IoT possui três tipos de aplicações: captura de dados de um objeto (localização, valores de grandezas etc), a agregação de informações através de uma rede de dados e a ação sobre essa informação.
  • Ela está presente em praticamente em todas as áreas em que o ser humano está inserido, como se pode ter uma ideia nos itens anteriores. Para uma melhor visualização das possíveis inovações da IoT, há um gibi: “Inspirando a Internet das Coisas” (link para download nas referências), desenvolvido por um grupo de pesquisadores de diversas universidades e empresas, que relata inúmeros cenários da vida cotidiana, sob a influência da IoT, desde o ambiente doméstico até questões de tráfego de veículos, em forma de histórias acompanhadas de comentários e críticas a respeito dessa revolução tecnológica. Há também o livro: “Internet das coisas, Design thinking e a ponte entre o mundo físico e o mundo da informação”, desenvolvido pela MJV Technology & Innovation, com o mesmo intuito que o gibi anterior.


Tecnologia


  • A tecnologia da IoT varia desde etiquetas de identificação a sensores e atuadores complexos, variando de acordo com a aplicação ao qual será empregada. Exemplos:
    • Etiquetas RFID (identificação por radiofrequência): dispositivos que utilizam o método de identificação automática através de sinais de rádio, recuperando e armazenando dados remotamente. São utilizados na indústria dos meios de transporte, para identificação e segurança dos veículos, identificação animal e humano, na área comercial e outros.
    • Machine-to-Machine (M2M): refere-se a tecnologias que permitem tanto sistemas com fio quanto sem fio a se comunicarem com outros dispositivos que possuam a mesma habilidade. Empregada nas áreas da saúde, segurança, automobilística, transporte etc.
    • Micro-sistemas eletromecânicos (MEMS) e nano-sistemas eletromecânicos (NEMS): são dispositivos, em escala micro e nanométrica, capazes de desempenhar funções de sensoriamento, controle e atuação. Devido o aumento na produção dessa tecnologia, seu preço está caindo rapidamente. Graças a essas propriedades, eles estão sendo utilizados em quase todos os lugares, até em pessoas.
    • Quantified Self: termo que envolve a utilização de sensores para monitorar o desempenho de exercícios físicos ou monitorar a saúde das pessoas, como os sensores wearable, que permitem aos consumidores controlar o número de milhas que correm, a sua frequência cardíaca e outros dados gerados durante o exercício, que podem então ser usados para gerenciar a saúde.
    • IPv6: protocolo de internet mais atual com uma quantidade maior de endereços disponíveis, possibilitando a conexão de um número maior de dispositivos à rede, acompanhando este crescimento exacerbado proporcionado pela IoT.
  • Além disso, os provedores de tecnologia precisam concordar sobre os padrões (protocolos) que permitam a interoperabilidade entre os sensores, computadores e atuadores. Atualmente existem várias alternativas de protocolos, como: Open Interconnect Consortium (OIC), AllSeen Alliance e o Thread Group.


Estado da arte


  • Muitas já são as diferentes aplicações da IoT no cotidiano das pessoas, como:
    • Genius Smart Lock: fechadura que utiliza o Wifi e o Bluetooth para bloquear e desbloquear a fechadura, tudo através de dispositivos móveis, mas que também funciona com chaves normais.
    • Google Glass: é um dispositivo projetado pela Google e que conta com conexão via internet e possui várias funções como: ouvir músicas, acessar redes sociais, ver a previsão do tempo, tirar fotos, entre outras.
    • NeuroOn: É um máscara que monitora sono a partir de horários. Com alguns ajustes ele acha buracos de horários livres do usuário e o ajuda descansar durante o dia.
  • Há também o Nike FuelBand , geladeira inteligente da Electrolux, Smartwatch, tecnologias a base de M2M no ramo industrial, e outros.



Referências